sábado, 21 de fevereiro de 2026

Ocupação Cultural Mercado Sul Vive celebra aniversário

O Mercado Sul, inaugurado em 1958, chegou a ser o principal centro de abastecimento de Taguatinga, mas, com os anos, sofreu com transformações e abandono



Ocupação Mercado Sul Vive celebra 11º aniversário -  (crédito: Webert da Cruz)x


Ocupação Mercado Sul Vive celebra 11º aniversário - (crédito: Webert da Cruz)

Para comemorar o 11º aniversário da Ocupação Cultural Mercado Sul Vive, a comunidade promove, neste sábado, os lançamentos de uma exposição e um fotolivro inédito que documentam a história do Beco da Cultura, como também é conhecido o Mercado Sul de Taguatinga. A celebração tem início hoje, às 10h, e vai até às 23h, na QSB 12/13, com entrada gratuita.


A programação do evento começa com a Oficina de Samba Mirim com as crianças na Casa Kaluanã, de 10h às 12h; seguida da Feira de Troca de Fotografias com o Coletivo Nós por Nós, de 14h às 18h; e os lançamentos do Fotolivro Mercado Sul: um chão de cores, memórias do Beco da Cultura de Taguatinga (DF) e Exposição Chão de Cores - Mercado Sul: memória, cultura e movimento, às 15h. A partir de 17h, tem início as apresentações musicais, com shows de Aya Puntare, Bloco da Onça Preta, Sambadeiras de Roda, Maracatu do Boiadeiro Boi Brilhante, MC Garnet, Ramona Jucá e DJ Fraktal. 

O Mercado Sul, inaugurado em 1958, chegou a ser o principal centro de abastecimento de Taguatinga, mas, com os anos, sofreu com transformações e abandono. Nos anos 2000, teve início um movimento cultural de ocupação de espaços por artistas, coletivos e moradores; é nesse contexto que, em 2015, nasce a Ocupação Cultural Mercado Sul Vive. "A produção cultural no Mercado Sul nasce da prática coletiva: mutirões, assembleias, ecofeiras, rodas de samba, maracatu, ballroom, hip-hop, teatro, artes visuais, formação popular e ações de cuidado com o território", explica Webert da Cruz, jornalista e fotógrafo idealizador do projeto. 

O fotolivro, organizado por Webert e Ana Noronha, envolveu entrevistas com artistas e moradores, pesquisa em acervos, coleta de arquivos antigos, digitalização de fotografias e a curadoria de imagens recentes. "A narrativa do livro não é linear no sentido tradicional; ela é sensorial e territorial. Quem lê percorre as camadas do Mercado Sul — passado comercial, abandono, ocupação, reconstrução coletiva e movimento cultural hoje", afirma Webert.


A exposição Chão de Cores - Mercado Sul: memória, cultura e movimento reúne o trabalho de 13 artistas, com fotos e textos que registram a trajetória cultural e transformações sofridas pelo Mercado Sul. "Algumas enfatizam o registro documental; outras exploram estética, cor, movimento e experimentação artística. Há diferenças de técnica, abordagem e tempo histórico das imagens, mas todas partem de um olhar comprometido com o território", diz o jornalista. "Essa diversidade é justamente o que fortalece a mostra: múltiplas narrativas que constroem um mosaico coletivo sobre o Beco da Cultura."

Aniversário Ocupação Mercado Sul Vive 11 Anos - Edição Chão de Cores

Sábado, de 10h às 23h, na Ocupação Cultural Mercado Sul Vive (QSB 12/13, Taguatinga Sul). Entrada gratuita. 

*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco

sábado, 31 de janeiro de 2026

Filipe Bragança


Filipe Bragança explica inspirações para criar o João Raul de 'Coração acelerado' e comenta vida amorosa

 

Filipe Bragança está no ar em 'Coração acelerado'
Filipe Bragança está no ar em 'Coração acelerado' Divulgação/Caio Oviedo

Vivendo o protagonista de "Coração acelerado", Filipe Bragança, de 25 anos, iniciou a carreira aos 13. Natural de Goiânia, revisitou sua terra natal durante as gravações da novela das 19h. Em entrevista ao site, o ator fala sobre voltar às raízes para interpretar João Raul:


— Moro no Sudeste há muito tempo, a minha vida está sempre entre Rio e São Paulo. Fazia tempo que não conseguia visitar Goiás. Foi muito emocionante para mim, pessoalmente, poder resgatar todas essas memórias e me reconectar com essas raízes que eu não tinha perdido, mas que estavam guardadas. Já no primeiro dia eu passei pela escola onde estudei e também na frente do condomínio onde cresci. Eu precisava reencontrar esse goiano dentro de mim para poder interpretar o personagem e voltar a falar com o meu sotaque, que já havia neutralizado por causa da profissão. A novela nem começou direito, mas toda essa experiência já foi muito transformadora para mim.


Na trama de Izabel de Oliveira e Maria Helena Nascimento, que estreou este mês, ele vive um cantor sertanejo de sucesso. Filipe, que além de ator é músico, fala dos novos desafios que a novela proporcionou:


— Gravamos uma cena ao vivo no Caldas Country, que é um dos maiores festivais sertanejos do país. Eu cantei ao vivo para 30 mil pessoas. A gente não podia errar, porque tinha um tempo muito curto. Eram cerca de quatro minutos entre um show e outro do festival para eu subir no palco e cantar duas músicas, que foram para o ar no primeiro capítulo. Foi uma das cenas mais grandiosas da novela. É muito louco, porque eu fui para Caldas Novas durante a a minha infância inteira e, de repente, estava lá em cima de um palco nessa experiência completamente inusitada. É o tipo de coisa que não se esquece. Marca para sempre.


Não é a primeira vez que Filipe preciso usar suas habilidades vocais em um trabalho. Ele já fez teatro musical e protagonizou a cinebiografia de Sidney Magal. Agora, mergulhou no universo do sertanejo:


— Eu já estudo canto, violão e piano há muitos anos. Então, é algo que domino. Mas música sertaneja é um gênero que não conhecia com tanta profundidade. E esta é a graça do meu trabalho: poder conhecer outros universos, novas perspectivas e culturas. Estou viciado no sertanejo. Eles têm um estilo vocal muito particular, e eu tive também que me adaptar a isso. Colhi referências dos cantores como Luan Santana, Luan Pereira, Gusttavo Lima e Panda. Também tem um pouco do Leonardo e do Zé Felipe. Além disso, tem o jeitão galanteador e charmoso do Elvis (Presley).


Assim como a maioria das pessoas da sua geração, Bragança cresceu assistindo a Isabelle Drummond no papel da boneca Emília no "Sítio do Picapau Amarelo". Anos depois, ele tem a oportunidade de trabalhar com a atriz pela primeira vez:


— A minha profissão tem me dado muitas surpresas. Essa é uma delas. A Isabelle é muito séria e profissional, assim como eu. A gente se identifica pelo fato de ambos terem começado a trabalhar na infância. Apesar de não ser o casal principal, tem tanta gente que gosta deles. Acredito que temos em uma química boa e nos divertimos em cena. Inclusive ele chama a Naiane de "boneca". No texto, estava “princesa”. Eu falei: “Que princesa o quê? É uma boneca de pano”. Olhei para o roteiro e falei: “Não posso perder essa oportunidade”. E troquei para "boneca" (risos).


João Raul começou a novela num relacionamento com Naiane, mas agora reencontrou Agrado (Isadora Cruz), sua paixão da infância. O ator conta se já teve alguma experiência como a da ficção:


— Tive várias. Eu sempre fui muito apaixonado e intenso desde criança. Tem uma menina que eu conheci na escola, tenho até uma foto com ela num parquinho quando éramos bem pequenos. Um dia falei: "Gente, onde é que está essa menina por quem eu era apaixonado? Ela sumiu". Mas só por curiosidade, para saber como que está a vida da pessoa. Tive várias paixõezinhas naquela época, muito mais do que tenho hoje.


Antes de se envolver com Naiane e Agrado, João Raul teve uma vida amorosa agitada, bem diferente da atual fase de Filipe:


— Já tive a minha época de pegador, mas já faz muito tempo. Hoje estou bem mais tranquilo e focado em outras coisas. É claro que estou aberto para possíveis relações, romances ou ficadas, mas o meu foco agora realmente está neste trabalho, que é importante para mim. Muita gente acha que o cara vai fazer o galãzinho de novela e esbanjar. Mas, pelo menos para mim, não é assim que está funcionando. Eu estou só trabalhando.



O ator tem explorado seu lado sensual para viver o personagem, o que nas redes sociais vem gerando curiosidade e até questionamentos sobre sua sexualidade. Filipe, que se identifica como heterossexual, analisa:


— A gente não está tão acostumado a ver homem rebolar no palco, né? Mas acho que todos os homens deveriam rebolar mais, porque o quadril está aí para isso. E isso não quer dizer absolutamente nada. Não estou me importando muito sobre o que as pessoas estão pensando da maneira com que eu me coloco nesse sentido. A única coisa com a qual eu me importo é fazer o meu trabalho direito. De resto, do que as pessoas forem me julgar, não estou nem aí. Eu tenho convicção da minha sexualidade, isso pouco importa para mim. Isso não me ofende de maneira alguma e nem deve ofender ninguém.


Além de todos esses desafios, "Coração acelerado" exigiu de Filipe Bragança uma nova transformação corporal, já que seu último trabalho havia sido o filme "100 Dias", sobre Amyr Klink. Para viver o velejador, o ator precisou perder mais de dez quilos. Logo em seguida, recuperou o peso para a novela:


— Estou sempre tentando me adaptar ao que os personagens pedem. Na época eu estava com 80 kg e emagreci até chegar os 68 kg para fazer o Amyr Klink. Estava 10 kg mais magro do que eu estou agora. Para o João Raul estou meio que mantendo o que é o meu normal. Ele tem um corpo que é mais ou menos o corpo do Filipe.